Abrigo ou Morada

 Fizeste do Altíssimo a tua morada.
Salmo 91.1



Fim de tarde, passos rápidos, pingos de chuvas acariciavam a minha pele e em minha mente um só pensamento preciso me abrigar desta chuva.  Ela veio depressa e com toda sua força dançava com o vento e eu ali naquele abrigo seguro observava o belo espetáculo. O show acabou as luzes dos trovões se apagaram é hora de seguir e em passos calmos prossigo agradecida é bom ter aonde se abrigar em dias de tempestade, mas sei que melhor ainda é pode ir para casa lar meu doce lar.

Longe de casa e famintos estava uma multidão¹ que por saber dos sinais que Jesus fazia vieram ao Seu encontro. Jesus vendo a multidão e para experimentar Felipe questionou como fariam para alimentar tamanha multidão. A noticia se espalhou entre os discípulos, mas Jesus não estava com “medo” de não ter o dar ao povo Ele sabia o que iria fazer. Neste ínterim chega Andre e informa que ali entre a multidão há um rapaz com cinco pães e dois peixinhos e com estes pão e peixes Jesus fez o milagre e multiplicou e alimentou toda aquela multidão.
No outro dia já em outro lugar Jesus continua sua missão e novamente multidão O procurava, mas desta vez não porque viram sinais e prodígios, mas porque tinham fome e queriam que Jesus saciasse novamente a sua fome de pão. Jesus os confronta dizendo que seus pais comeram maná no deserto e novamente sentiram fome e que eles deveriam trabalhar pela comida que não perece. Mas aquele povo não estava interessado em Jesus, eles fizeram de Jesus um abrigo temporário queriam apenas saciar sua fome.

Em contrapartida vemos Rute que em tempos de fome poderia ter buscado  abrigo em sua terra sua parentela, mas não Rute escolheu ficar com sua sogra mesmo sabendo que esta nada tinha a oferecer. Rute fez da terra de sua sogra e a sua morada, do Deus de sua sogra o seu Deus e mostrou que o que realmente importa é o amor.

E é espelhado neste amor de Rute por sua sogra que devemos caminhar com Jesus sem interesse e por completo, pois muito mais é Ele do que aquilo que Ele pode me dar.
Não façamos do Senhor apenas um abrigo para os dias tempestades, mas uma morada um lugar de habitação quer seja chuva ou sol, quer tempo de escassez ou fartura que Ele seja o único lugar aonde queremos estar.






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¹ João 6.1.40
² Rute 1.1.18


Ele está sempre comigo

Eis que estou convosco todos os dias
até à consumação do século.
 Mateus 28.20



Temperatura baixa, o céu cinza e o vento frio que teima beijar o rosto é o que temos para hoje. O frio é realmente desanimador, pois para fazer as tarefas mais simples é muito ruim. O frio traz aquela sensação de tristeza e solidão, mas há um frio muito mais cruel, um frio que nem mesmo mil cobertores é capaz de aquecer e esse frio se instala na alma e faz com que nos sentimos vazios e distantes de Deus.

Jesus foi preso e condenado à cruz e tudo passou tudo Ele sofreu calado como cordeiro manso levado ao matador. Mas pior que os acoites e a humilhação que Jesus viveu foi o sentimento de solidão, vazio e abandono que Ele sentiu na cruz, nem a dor do cravos fincados em suas mãos se comparou a dor que Ele sentiu por não mais sentir o Pai ali ao seu lado e diante da dor da ausência Ele bradou Sua alma em desesperou clamou: “Deus meu por que me desamparaste”¹.
Jesus estava enfrentando o pior momento de sua vida e não seria agora que o Pai o deixaria só, Jesus se sentiu só, mas não estava só. Jesus viveu uma vida com o Pai firmada em relacionamento em comunhão e não em sentimento e mesmo sentindo só e abandonado Ele clamou: Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito², pois Jesus sabia que Deus estava com Ele mesmo não sentindo perto.

Há dias na fé em que vivemos o frio onde o céu do nosso coração está totalmente carregado de nuvens escuras e alcançar o trono sentir a presença do Pai parece impossível e como Jesus no sentimos vazios abandonados.
Mas a palavra nos diz que era inverno em Jerusalém tempo da festa da dedicação e nem mesmo o frio rigoroso fez com que Jesus se ausentasse daquele lugar, mas ao contrário Jesus passeava pelo templo estava lá disponível e ao alcance de todo aquele que o procurasse². 

Hoje o templo4 somos nós e podemos até estar vivendo dias frios, dias em que nos sentimos só e vazio de Deus, mas não podemos nos esquecer de que era inverno e Jesus passeava pelo templo, ou seja, mesmo que não O sintamos perto, mesmo que não sentimos a Sua presença a Sua palavra nos  garante era inverno e Jesus passeava pelo templo  Ele não nos deixa, Ele está  em nós.

Por isso não ande com Deus firmado em sentimento, mas ande com Ele firmando em Sua Palavra, pois esta é fiel e não deixará que os nossos passos falhem que nosso pés vacilem.





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¹ Marcos 15.34
² Lucas 23.46
³ João 10.22.23
4 1 Coríntio 6.19.